Me chamo Serena Piccoli, Kalin não é meu sobrenome mas faz parte de mim.
Desde criança eu gostava de desenhar. Desenhava para me expressar, passar o tempo e as vezes embelezar as coisas… mais tarde ascendeu em mim a vontade de tatuar. Foi extremamente desafiador no começo e eu não acreditava que levaria isso pra vida realmente, mas quando eu tive contato com a pele de outras pessoas eu entendi a verdadeira troca, e me apaixonei.
A tatuagem é uma linguagem ancestral presente em diversas etnias, na atualidade, é uma forma de expressão não verbal. Vejo elas como uma forma de conexão com a alma, uma cicatriz que nos acompanha até o final.. as vezes contando uma história, as vezes cobrindo outra cicatriz, mantendo vivo quem já se foi, outras vezes simplesmente embelezando de forma abstrata.. são infinitas possibilidades, mas todas elas nascem de um só lugar: a importância de registrar sentimentos e pensamentos, de se ver.
Foi então que me encontrei, vi muita beleza em ajudar as pessoas a entender elas mesmas para fazerem seus registros em pele. Minha arte começa em ouvir, entender e propor. Busco construir uma ponte entre a ideia do outro e a pele, para criar algo que conversa com o corpo e conta verdadeiramente quem o outro é, através de formas que fluem no corpo e anatomia unica de cada um. Acredito que é uma forma de conectar as pessoas com a sua própria essência e propósito, e indo mais a fundo.. acredito que isso trás paz de dentro para fora em cada um.
É por isso que eu tatuo hoje, sou uma eterna aprendiz e ainda estou no começo da caminhada, a cada dia essa razão se molda, mas sempre enche meu peito.